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INTERCÂMBIO - XV Feira de Artes & Cultura junta comunidade e promove o património

“Feira de Artes & Cultura” arranca com um seminário internacional, mas inclui a mostra de toda a actividade das colectividades, desporto e cultura


Lorvão inicia, sexta-feira, a “XV Feira de Artes &Cultura”, um evento que pretende ser uma montra da riqueza da freguesia, através do seu património construído, paisagístico e cultural.

O presidente da Junta de Freguesia de Lorvão explica que «pretendemos mostrar o nosso associativismo, a arte e a cultura, dando espaço às colectividades para promoverem o seu trabalho, mas também divulgar o nosso património».

Mauro Carpinteiro enfatiza o ex-líbris que é o Mosteiro de Lorvão, mas lembra também o rico património paisagístico, histórico e cultural, reforçando que a feira pretende ser uma forma de «reforçar os laços entre as gentes da freguesia, valorizando o nosso património humano».

Ao invés de 2011, em que foi decidido realizar uma mostra de Lorvão em Coimbra, «este ano regressámos às origens», diz o autarca, referindo que o evento está repartido em dois fins-de-semana.

Esta sexta-feira realiza-se o seminário "Livros e Leituras no Mosteiro de Lorvão”, a partir do tema de investigação de Inês Correia: “Iconografia e Arqueologia dos códices medievais do Fundo Laurbanense”.

De acordo com Mauro Carpinteiro, trata-se de uma iniciativa de mérito, que terá «a presença de investigadores nacionais e estrangeiros importantes», estudiosos do Mosteiro de Lorvão.

Evento percorre várias localidades

No sábado, num esforço de descentralização, a Associação de Apoio a Jovens e Idosos de S. Mamede recebe a actuação, pelas 21h30, do Grupo de Cavaquinhos da União Popular (UP) da Rebordosa.

O presidente da junta sublinha que «tentámos levar o evento às localidades da freguesia», lembrando que a iniciativa III Barca Serrana, organizada pela UP Rebordosa, realizada a 10 e 20 de Maio, já incluiu o programa.

Na quarta-feira, dia 6 de Junho, é a vez da povoação do Roxo receber uma noite de fados, sendo também o local de partida da caminhada “Por Caminhos de Moleiro”, que tem lugar no dia 9.

Mauro Carpinteiro explica que a parte expositiva do certame decorre nos dias 8, 9 e 10 de Junho, com abertura marcada para as 21h00 do primeiro dia, seguida, às 22h00, de um concerto pelo Coral Polifónico de Tábua, e uma serenata de Coimbra na escadaria do Mosteiro.
O sábado inicia-se com a caminhada, que liga Roxo a Lorvão. À noite, pelas 21h30, tem lugar o “II Encontro de Paliteiras”, um café concerto com prova de doçaria conventual e animação pelos ranchos do Roxo e “As Paliteiras de Chelo”.

Pelas 23h00, realizam-se as marchas populares, com a participação da Marcha de Santo António (Lorvão), Ribeira de Frades (Coimbra) e Travanca do Mondego.

A “XV Feira de Artes & Cultura” de Lorvão termina no dia 10, um domingo, que tem como primeira iniciativa a “Volta à Freguesia em Bicicleta”, com partida marcada para as 9h00.

Pelas 14h30, é assinado um protocolo com as juntas de freguesia de Lorvão, Botão, Esgueira, Montemor-o-Velho, Pampilhosa do Botão e Souselas (ver caixa), seguindo-se uma tarde cultural, com o Grupo Etnográfico de Lorvão, Grupo de Cavaquinhos da UP da Rebordosa e Filarmónica Boa Vontade Lorvanense, que encerram o certame.

Criar parcerias com freguesias influenciadas pelo Mosteiro

No dia 10 de Junho, a Junta de Freguesia de Lorvão assina um protocolo de parceria com as freguesias de Lorvão, Botão, Esgueira, Montemor-o-Velho, Pampilhosa do Botão e Souselas.

Mauro Carpinteiro explica que «lançamos o desafio às freguesias onde o mosteiro teve influência», no sentido de «criar pontes e desenvolver actividades de intercâmbio».

«É importante que as pessoas de Lorvão conheçam essas terras, mas também que os moradores dessas freguesias venham a Lorvão», diz, defendendo que «não conseguimos fazer nada sozinhos, precisamos de parcerias».

O autarca sustenta ainda que, numa altura «de falta de recursos, em que fazemos este evento com a prata da casa, com o apoio das colectividades, junta e Câmara Municipal, estas parcerias são importantes e darão frutos, mais tarde ou mais cedo».

José Carlos Salgueiro - Diário de Coimbra