SAÚDE - Novos condutores e alunos do secundário vão ter de saber usar um desfibrilhador
Quem tirar a carta de condução poderá vir a receber
formação em suporte básico de vida e desfibrilhação. Esta é, pelo menos, a
recomendação do grupo de trabalho que está a estudar a requalificação do
Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa (DAE),
e que apresentou já o relatório final, que está agora em discussão pública, até
27 de agosto.
O grupo de trabalho defende que a formação no uso daquele
dispositivo deve ser obrigatória para as forças de segurança,
nadadores-salvadores ou tripulações de aviões, entre outros grupos
profissionais que lidem com o público, como avança hoje o Jornal de Notícias, e que tenham
maior probabilidade de se deparar com situações de paragem cardiorrespiratória.
A recomendação estende-se igualmente a quem venha a tirar
a carta de condução, das diferentes categorias."Como medida de grande impacto, a longo prazo, preconiza-se a
implementação da formação SBV [Suporte Básico de Vida] no contexto do processo
de obtenção da carta de condução", refere o documento.
A formação obrigatória deverá ainda estender-se aos
alunos do ensino secundário e dos cursos superiores de Ciências da Saúde e
Desporto.
A par de uma maior formação no uso de desfibrilhadores,
um dispositivo essencial em caso de paragens cardiorrespiratórias, o objetivo
passa também por multiplicar o número de DAE disponíveis em locais públicos.
O relatório do grupo de trabalho criado em 2009 pelo
Ministério da Saúde recomenda a disponibilização obrigatória destes
dispositivos em centros comerciais, hotéis, monumentos, áreas de diversão,
estabelecimentos de ensino e ginásios, entre outros.
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