PARLAMENTO - Movimento + Saúde para o Hospital de Lorvão espera aprovação da unidade de cuidados continuados no antigo hospital

O movimento cívico entregou na Assembleia da República (AR), em julho de
2018, uma petição em defesa de uma unidade de cuidados continuados, subscrita
por mais de sete mil pessoas, posteriormente discutida na comissão parlamentar
de Saúde, que elaborou "um relatório bastante favorável",
disse hoje à agência Lusa Eduardo Ferreira, porta-voz do grupo de cidadãos.
A petição será debatida no plenário da AR na próxima terça-feira, 02 de
julho, estando prevista a apresentação de projetos de resolução que recomendam
ao Governo a criação da nova unidade, adiantou.
"Estamos convencidos de que vai passar por unanimidade e vai dar
uma grande força a esta nossa pretensão, contra a ideia absurda de instalar no
Lorvão um hotel de charme. Os argumentos da nossa petição e de um projeto de
resolução são muito coincidentes", argumentou Eduardo Ferreira.
A esse propósito explicou que o concurso lançado no âmbito do projeto
Revive - e que tinha o mês de maio como prazo-limite de receção de propostas
para uma nova unidade hoteleira no mosteiro do Lorvão - "não teve
candidatos, ficou deserto" e criticou "a teimosia" do
Governo em estender o prazo concursal em três meses, até agosto.
"É um desrespeito por todas estas vontades [que querem uma nova
unidade de saúde e a requalificação do antigo hospital, desativado em 2012]",
disse Eduardo Ferreira, antigo administrativo no estabelecimento hospitalar
que, com ex-funcionários e moradores da freguesia de Lorvão, no concelho de
Penacova, esteve na génese do movimento cívico.
"Há que interromper este processo [de eventual instalação do
hotel], senão, um dia destes, ainda prolongam o prazo outra vez. Queremos que
este edifício, que é monumento nacional, seja libertado desta amarra, volte a
servir a saúde e seja requalificado", defendeu.
Hoje, o Movimento + Saúde para o Hospital de Lorvão apresentou um conjunto
de novas propostas de iniciativas em defesa da sua causa, nas quais se inclui
uma deslocação à Assembleia Municipal de Penacova, "para tentar
convencer o poder político local a juntar-se a este movimento, na defesa da
melhor solução para Lorvão", e uma vigília com tribuna pública, no próximo domingo, no jardim fronteiro ao
Mosteiro de Lorvão, com a participação de diversas personalidades, representantes
de instituições ligadas à saúde e à dependência, animação com artistas locais e
um lanche partilhado com a população.
Na terça-feira, dia do debate na AR, o movimento está a organizar uma
deslocação a Lisboa: "Queremos levar um grande número de pessoas para
mostrar a grande adesão que esta questão tem na população de Penacova e do
Lorvão", declarou Eduardo Ferreira.
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